Thursday, 19 April 2007

O céu não pode esperar

Logo após a queda do vôo 1907 da companhia aérea GOL, no dia 29 de setembro de 2006, matando 154 pessoas, desencadeou no país um grande e drástico problema: Crise Aérea.

Depois da queda, dez controladores de vôo entraram em licença médica como é de praxe no ramo. No dia 27 de outubro outros dez controladores de vôo, do centro de controle do trafego aéreo de Brasília, (Cindacta 1), resolveram iniciar um protesto contra a falta de profissionais. Desde o fim de setembro 20 dos 160 controladores de vôo de Brasília deixaram temporariamente suas funções.
Com a saída de alguns, o número de controle de aeronaves aumentou de 14 para 20 por controlador, dificultando o trabalho dos operadores, e com isso o intervalo de pouso e decolagens aumentou, provocando uma seqüência de atrasos e cancelamentos dos vôos em terminais aéreos de todo o país.

Segundo a declaração de Lula, no Jornal Folha de São Paulo, do dia 27 de março de 2007, a crise deu-se principalmente por causa do crescimento de 20% no turismo. Ele ainda afirma que, com a saída da Varig, as demais empresas não deram conta de atender a demanda de passageiros.

Achando vestígios da Crise

O colapso no tráfego aéreo iniciou no dia 2 de novembro no feriado de finados, onde mais de 600 vôos sofreram atraso, e milhares de passageiros tiveram tempos de espera em cerca de 20 horas, o que atingiu também a rede hoteleira.

Os controladores de vôo afirmaram que a paralisação começou pelo excesso de controle de aeronaves, mas quase um mês depois de tantos prejuízos o governo resolveu fazer um plano de carreira para a categoria de controladores de vôo, e uma gratificação em dinheiro, que foi depositada em seqüência na conta dos operadores, qual valor não foi identificado, afirmava a Folha de São Paulo do dia 31 de março de 2007.

Será que os controladores de vôo, não causaram toda essa greve para reinvidicar o aumento de salários, e planejamento de carreiras? Ou será que o Governo não estava deixando de cumprir com alguns direitos que os controladores tinham?
Obviamente não se acham culpados nessa crise, de um lado o governo, de outro os operadores, e os brasileiros ficam esperando uma explicação.
Fica uma incógnita a ser resolvida. Com certeza ninguém quer assumir á culpa, afinal, milhares de pessoas foram prejudicadas com a crise. Resta a nós brasileiros, engolir a história a seco e contentar-se com as explicações repassadas pela mídia.

O país dos colapsos

Não é de hoje que viemos sobrevivendo a colapsos, que causam danos a nossa segurança, e vida pessoal. Nos últimos anos o país passou por colapsos que marcaram a vida de muitos brasileiros. Não é de hoje que nossa economia anda em pernas bambas.

Começamos a falar da crise no setor presidiário, onde o aglomeramento de presos resultou em fugas e mortos nos presídios do país. Tivemos que agüentar a crise energética, os famosos “Apagões”. Para piorar agüentamos os seqüestros relâmpagos, as balas perdidas, e a ação de bandidos matando dezenas de militares por todo o país, colocando em risco a segurança pública.

Se já não bastasse isso tudo, ainda temos de suportar as informações manipuladas pela mídia. Claro que por muita das vezes há um sensacionalismo presente, mas o fato não deixa de existir.
Isso dá justificativa ao grande número de brasileiros se naturalizando em países afora, e fugindo das próprias raízes.

Aí não tem como estimular o turismo, e o ego dos brasileiros á lutar corajosamente pelo país, sendo que os princípios básicos de um país, segurança, educação, nos são revogados a todo instante. Estamos num país não só em crise aérea, mas vivemos num país em crise de identidade desde que viramos república.

Ben-Hur Scheidt para O Canal da Imprensa

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