Monday, 4 June 2007

Um bom dia para viver a rotina

Estou na faculdade agora, terceiro ano de jornalismo,
exatamente 20:23 da noite, em frente ao computador,
a mais de mil km de onde eu queria estar.
Estava navegando em uns sites de alguns escritores "desconhecidos"
e percebi que não sou só eu,que vivo esta coisa doida chamada Vida.
Estive lendo, os contos de uma menina, vou deixar no anonimato,assim ela prefere. Não é chegada da fama, mas poderia muito brilhar por aí.
Descobri coisas em comum. O teto branco, os micos constantes, os sonhos malucos,
nem tanto quanto os dela. A vida nos prega peças, nos faz sentir uns nadas de vez em quando, as vezes com tão pouco, queremos nos sentir muito.
Futilidade do poder. Impotência do querer.
Adjetivos e verbos que juntos dizem aquilo que realmente vivemos.

Saudades/Indignação

Sabe onde eu queria estar? Se realmente pudesse algo estaria lá com ela, pele clara, com uma leve maquiagem azul-piscina, curvas delineadas, leve, companheira de todas as horas.
Estaria lá, há... Florianópolis (SC), assim se escreve o nome da minha terra natal, e esse pedaço do texto vai especialmente pro pessoal da tananan.. federal, que depois de 2 meses de espera, mandaram meu passaporte com o erro mais absurdo que se pode cometer. Ainda estou pra ver o dia que Floripa vai virar capital de São Paulo. Bom fiquei indignado.
Mas voltando ao assunto ainda sinto saudades dela,"Maria Joaquina", minha prancha de surf, veio do RIO,poderíamos entrar juntos nas águas das praias da ilha da magia.

Viajando

É por aqui é diferente, meu orgulho de ser "manézinho da ilha",
assim chama-se os nativos de lá, por que não vivemos em meio a tanto concreto. Mas os daqui se orgulham das pedras que alicerçaram. Ontem mesmo eu e o Narciso, colega de outros carnavais, um domingo de chuva, e aí?
É quem vence nessas horas é a globalização, todo ruim de gripe,nesse clima frio que eu amo, Mc's e Bob's, e todos essas terceirizações americanizadas com apóstrofos, me fizeram perceber que as pavimentações de um shopping center num dia de chuva ficam mais importantes.

Sem falar nas meninas,não citarei seus nomes, nunca vi igual. O horror dos garçons. Tanta gente na rua, tanta gente na lua. Viajando. Se é assim que devo terminar essa alucinação de agora, não me chamaria de "menino sonhador", uma expressão um pouco clichê. Por que de menino já não tenho nada, menino se é quando ainda inocente é. E inocência pra mim, não é um adjetivo que me cabe. Não que eu seja um criminoso. Longe disso. Inocência da vida. Desde os 14 anos fora de casa, serviram pelo menos pra isso. Sonhador, quem sabe seria uma virtude se sonhar levasse a lugar algum. mas na verdade eu que tenho guiado meus sonhos onde eles devem ir. E olha que não é perto.

Bom é isso aí. Noite passada tava frio. Cheguei tarde em casa, meus dois amigos já dormiam, dividimos a casa, aqui perto da faculdade.Deitei na sala, não quis fazer barulho.Fiquei olhando pro teto branco, que no escuro era negro, relembrando tudo que fiz no fim de semana. Coloquei uma blusa de lã para aquecer, tinha um perfume diferente. Adormeci e sonhei.



Ben-Hur Scheidt 04/06/2007 20:53

Acessos

Search