Monday, 14 September 2009

Comunidade

Guarda do Embaú clama por água potável

Chuveiros queimados, roupas manchadas, dor de barriga e freqüentes náuseas. É o drama que vive a comunidade da Guarda do Embaú por causa da água fornecida. Há tempo a comunidade reivindica melhorias na água que é escura, fedorenta e às vezes tem vermes, o que prejudica a saúde dos moradores e traz dificuldades de sobrevivência.
A água é retirada de uma fonte através de uma ponteira, localizada na comunidade da Pinheira. Segundo os moradores, o local já foi usado muitas vezes por pescadores para jogar restos de peixe e parece não ser o mais apropriado para a captação da água.

A Guarda do Embaú é um dos destinos de Palhoça mais visitados por turistas, e muitos comerciantes da localidade, dizem que são prejudicados por não ter melhores condições de atender os clientes. Luciane Santos, que tem um restaurante com a família há 20 anos no local, diz que tem que pegar água do morro para o consumo, e que toda temporada a dificuldade é maior ainda com a chegada dos turistas.
A presidente da Associação Comunitária do bairro, Cristiane Maria Correa, que há 42 anos tem propriedade e família na Guarda, diz que a situação é precária já faz um grande tempo, e que a cada eleição há promessas de resolver o dilema, mas já se foram mais de cinco mandatos e até hoje nada. “Os chuveiros da gente pegam fogo, tem que comprar um a cada mês, sem falar no cheiro podre que tem a água” afirma. Ela diz que a água não serve nem para lavar as roupas, ainda mais quando brancas, “sai mais suja do que quando entra” completa Cristiane.

Um dos moradores mais antigos da comunidade, Mauro Valdemar mostra a sujeira que vem pela água através dos canos. “É a pior água da face da terra” fala com indignação. O morador afirma que o atual prefeito prometeu trazer água potável da cachoeira do Maciambú há quase um ano, e até hoje nem sinal. “Os prefeitos esquecem a comunidade da Guarda” completou Valdemar.

O casal de turistas do Rio Grande do Sul, Jerônimo Cruz e Ana Paula, possuem residência no bairro, usam em alta temporada e feriados. Eles afirmam que já pensaram em vender a residência e comprar em outra localidade, devido a essa dificuldade. “A água é muito suja e faz muito mal a saúde, já faz um bom tempo que temos a propriedade e já estamos desanimando” lamenta Jerônimo.

O superintendente da companhia de saneamento que abastece o local, Edenir Nihues, diz que o problema com a água da Guarda já foi herdada da antiga abastecedora. “A água precisa com certeza de um tratamento mais elaborado” afirma. Segundo Edenir, o tratamento químico feito hoje na água, é um tratamento simples, que purifica mas não tira a cor. “Um tratamento mais completo custaria cerca de R$150 mil, essa verba teria que ser liberada pela prefeitura” completou.

O superintendente afirma saber das necessidades da comunidade, e espera que os moradores entrem em contato para que sejam colhidas amostras e seja feito um estudo melhor do caso. O contato pode ser feito através do plantão de atendimento da empresa 0800-643-3737.


Ben-Hur Scheidt para Noticias do Dia - Setembro 2009

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