Monday, 14 February 2011

Por Ben Scheidt - Maria A Lavadeira

Parte 1 - A conquista

Cativa e solitaria andava a passos lerdos, vinha ela com duas sacolas e meia duzia de roupas penduradas nos ombros.
Nao tinha casa, sequer sossego, trabalhava por conta, era o melhor que fazia.

Vinha ela todos os dias moribunda e atravessava a minha calcada com a trouxa de roupas a caminho do ribeiro.
Chamavam-lhe na vila de Maria Lavadeira por conta dos servicos que prestava em troca de reis.
O destino mudaria sua sorte, quando a mesma que lavava roupas, agora se tornava mulher.
Cortejada pela boemia masculina, e invejada pelas mulheres dos nobres,
Maria se tornava a propria beleza encarnada na mulher.
(...) a vaidade nela ficava bem e alguns defeitos nao lhe caíam mal (...)
As vestes feias exalavam luxo, vestida no corpo de uma mulher normal.

Eu viria a realizar um dos prodigios mais excitantes de minha vida. Ganharia o amor de Maria.
A felicidade sondou e trilhou ha muitos nesse tempo, a nostalgia das noites era inundada por um mar de sinceros sentimentos.
A vida que pertencia a mim, agora era mais dela do que minha propria. Dividiamos os dias, o relogio enlouquecia com a nossa pouca importancia pro tempo. Eu parecia nao notar, se quer ela tambem, mas os dias corriam a passos longos, enquanto amavamos o marasmo da companhia um do outro.

13/01/2011....

Parte 2 - O bilhete

O enrredo da historia parecia correr bem, se nao fosse o fato de que ela teria que deixar a cidade dentro de alguns meses.
Um fato que ate entao mantinha escondido a sete chaves do meu conhecimento. Eu viria a descobrir por minha conta a ida de Maria para outro continente, depois que encontrei os bilhetes de passagens escondidos entre suas roupas. Confesso que lagrimas rolaram face a baixo. Incorfomado com a situacao, busquei a resposta da propria, pois queria saber o motivo da viagem. Ela atonita olhou-me nos olhos e disse que nao podia revelar ainda me trazendo surpresa e mais angustia aos meus pensamentos.

As noites agora se tornavam longas, cada amanhecer ja nao possuia a mesma alegria. As horas passsavam devagar, melancolicas e tristonhas a cada mexida do ponteiro do velho relogio fixado na igreja da velha praca. A cidade tornava-se pacata e tristonha ao meu ver, pois sabia que nosso amor acabaria na mesma data e hora que indicava o bilhete que eu havia encontrado. Uma paixao que tinha dia e hora marcado para acabar.

14/02/2011


Aguardem os proximos capitulos....

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