Monday, 9 April 2007

O mito Cubano

Fidel Alejandro Castro Ruz, mais conhecido como Fidel Castro nasceu em Havana da união de imigrantes, foi educado em colégio de jesuítas e graduou-se em direito em 1949.Esquerdista ao extremo, dedicou-se á defesa dos opositores ao governo, trabalhadores e sindicatos, denunciou corrupções e atos ilegais por rádios e jornais, vinculou-se ao partido Ortodoxo de Cuba no qual seria representante pela primeira vez, nas eleições de 1952. Segundo o "Livro Negro da Revolução Cubana", de Armando M. Lago, mais de 115 mil pessoas foram assassinadas, incluindo guerrilheiros cubanos, presos políticos, coordenados pela sua autoria.
Fidel veio sendo muito especulado pela mídia mundial nos últimos tempos, pelos seus atos barbáries e artigos totalmente sensacionalistas criticando grandes autoridades do governo mundial.

Neutralidade dos fatos

A relação da mídia brasileira com o ditador, parece ser totalmente neutra, e não vem só de hoje.A imprensa brasileira sempre tratou Fidel com muita imparcialidade, dando-se em exemplo, um último acontecimento em território cubano, onde jornalistas brasileiros foram proibidos de exercerem sua profissão, e quem revogou alguma coisa? Ninguém. A maior rede de comunicação do país a rede Globo, uma das melhores imprensas do mundo em rapidez informativa, diversa e complexa, foi capaz de manter em sigilo o que há de mais importante para a sociedade: os fatos como eles são.

Isto se deve, provavelmente, à natureza especialíssima das relações entre o Brasil e Cuba, ou entre Fidel e os jornalistas, relações esquizofrênicas, para dizer gentilmente. As ligações efetivas entre Cuba e Fidel Castro de um lado, e o Brasil e sua imprensa de outro, tanto como país ou sociedade, essas relações sempre foram, mesmo imparciais.Com certeza deve-se em vista dos esporádicos contatos ao longo do ultimo meio século.E a despeito de um intenso "turismo político" ao longo desse período.

O interesse fala mais alto

Falar deste assunto não fica nada fácil, há anos o país tinha interesses econômicos com os países latinos cuba, Venezuela, especialmente no gás boliviano, deixando ate de dar uma mãozinha para o pessoal da casa branca, e isso gerou uma grande demanda de noticia apenas informativa e não opinativa.
Em vista a presença de Fidel e de Cuba na imprensa e nos meios intelectuais do Brasil tem sido, ao longo do tempo, propriamente avassaladora, assumindo um "volume" absolutamente desproporcional a real importância de um e de outro para a vida prática do Brasil e a de sua sociedade.Ficamos a nos perguntar que importância prática tem a economia, a política e a sociedade cubana para correspondentes brasileiros viverem com tanta intensidade nas ilhas caribenhas?

Não e sensacionalismo, e nem para o povo ficar surpreendido com a ação da imprensa brasileira depois que os seus jornalistas foram impedidos de trabalhar no momento mais crucial do que representa sua profissão: o levantamento dos fatos, para depois sustentar análises e reflexões.Acuaram-se e nada revogaram após serem impedidos de continuarem exercendo seu trabalho, por que mostravam a realidade e humilhação de alguns cidadãos brasileiros presos em um aeroporto Cubano.

Isto e uma atitude vergonhosa para os nossos jornalistas de opiniões do país, os chamados intelectuais, que carentes de uma visão crítica e superficiais em conteúdo, expressam medo ao debater sobre o assunto mais vulnerável: O ditador absoluto de uma ilha convertida praticamente em sua propriedade pessoal nos últimos anos.

Ben-Hur Scheidt para O Canal da Imprensa

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