Wednesday, 20 June 2007

Teste para Malucos

Depois de tantas idas e vindas, a própria vida se encarrega de nos manter ocupados até a velhice. Às vezes não sei o que escrever não consigo pensar direito,
as coisas começam a acontecer e eu nem mesmo sei como me portar diante das situações.

Ricos e pobres disputam o lado nobre da popularidade, e escondem o pesadelo vivido por tanto encargo. Eu sei que muitos desses que passam por posições de status,carregam dentro de si as mais profundas amarguras.

E quando começo a falar de mim mesmo me aprofundo num intenso mar de mistérios
e alucinações. Cometemos erros e temos falhas. As vezes vencemos, e jogamos o prestigio da vitória pelo ralo. Já tentei entender isso.
Mas me pergunto por que é tão difícil entender a humanidade?

Tento decifrar códigos que a própria sociedade implanta nas pessoas,
e fico perplexo com o tanto de gente se esvaindo da vida,
para viver uma dupla vida. Uma de nobreza carnal e outra de pobreza de espírito.
Não sei mais o que fazer para tentar mudar a sociedade, quando meus sonhos parecem frustrados por burocracias estúpidas feitas pelos homens.

Há sei lá, já tentei de várias formas conhecer pessoas diferentes, fazer tudo diferente, sair da mesmice. E agora estou aqui. Contente lutando, não estou parado no mundo, mas o mundo para pra mim de vez em quando. Tento expressar alguns sentimentos, que vivo, quem sabe mais intensamente as vésperas de mais umas férias, essas que sempre me causam espanto.

Já lutei pelas pessoas, já perdi amigos, parentes amores. E continuo perdendo. A vida não para. O relógio anda sempre para o mesmo lado. Estamos a beira de um colapso terrestre. Sentimentos e ideologias, são misturados a nossa forma de amar e pensar, e nem mais ao menos sabemos se amamos por que acreditamos, ou tentamos acreditar que ainda podemos amar.

As coisas estão obscuras, mais obscuras ainda quando se trata de éticas, valores e conceitos de vida. Perdemos o respeito por nós mesmo. Pelo nosso corpo, pela nossa família, pelos nossos bens, vendemos nossa alma e nossa maneira de pensar assim que enxergamos algumas cifras no bolso.

Vendemos nossa dignidade, nossa coragem de lutar por aquilo que sempre sonhamos sem pensar no que os outros falam. Perdemos, perdemos e perdemos. E continuamos vivendo pra ganhar. Acabamos sendo explorados por gente mal intencionada, e abrimos mão das nossas vidas particulares para viver a vida dos sujeitos que mandam e desmandam no Brasil.

Até quando vamos concordar com tanta baixaria? Ate quando vamos ficar de braços cruzados vendo a soberania inútil dos políticos, acabar com a vida da população?

Esperamos que ao final de tudo, dos nossos sonhos, das nossas ilusões, possamos levantar a cabeça e ver que o espaço em que vivemos, o país que vivemos, o estado, a cidade, o bairro, não é apenas um sonho, e sim uma grande e inexplicável realidade, um verdadeiro teste para aqueles mais doidos e conscientes humanos.

Ben-Hur Scheidt

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