Wednesday, 3 December 2008

A Rua é de Todos-Capítulo 4

Tratamentos Psicológicos e desintoxicações

Alguns anos atrás não existiam lugares pra acomodar os moradores de rua. O Abordagem pegava as pessoas e levava diretamente ao hospital para tomar soro, já que a maioria estava fraco e cansado. Depois eram encaminhados diretamente para uma comunidade terapêutica, correndo o risco de entrar em síndrome de abstinência.

Dentro do Centro de Apoio Psicossocial (CAPS), o paciente faz uma avaliação psiquiátrica padrão, se estiver num quadro mais crítico, é encaminhado para o Instituto de Psiquiatria (IPQ).

Caso esteja bem, é enviado a Casa de Apoio para dar uma continuidade nos tratamentos.
Segundo Melissa Casagrande, muitos indivíduos têm sérios transtornos psicológicos sofrendo de alucinações e outros problemas, causados pela abstinência do álcool ou drogas que usavam nas ruas.

“Às vezes, só o instituto de psiquiatria não dá conta de reverter à situação”, afirma Melissa, “então ele é encaminhado para a Unidade de Dependência Química (UDQ), para fazer um tratamento mais rigoroso”.

O IPQ tem uma ala psiquiátrica e uma Unidade de Dependência Química (UDQ), pois geralmente os distúrbios mentais se aliam as drogas afetando os pacientes. Na UDQ, faz-se um processo bem rigoroso de desintoxicação para pessoas que já estão em uma fase crítica de dependência de drogas. São vinte e um dias de tratamento intensivo, para que a pessoa possa ser introduzida num grupo de terapia conjunta.

O instituto é um órgão público disponível para toda a população, por isso a dificuldade de tratar um morador de rua é maior devido ao excesso constante de pacientes. Lidar com pessoas nesse estado é uma tarefa muito difícil, pois além de possuírem muitas debilidades físicas e psicológicas, a comunicação com eles é quase zero.

(Continua Amanhã)

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