Friday, 25 September 2009

Meio Ambiente

Conferência Intermunicipal de Saúde é realizada em Santo Amaro

A 1ª Conferência Intermunicipal de Saúde Ambiental foi realizada ontem em Santo Amaro, atraindo 300 participantes funcionários das Secretarias de Saúde e Meio Ambiente de 22 municípios da região da Grande Florianópolis. O evento que estava marcado para acontecer no mês de agosto na capital, foi transferido em função da gripe A.

A Conferência é uma iniciativa dos Ministérios da Saúde, Cidades e Meio Ambiente. Instituída por meio de Decreto Presidencial, e teve como tema: “Saúde e Ambiente: vamos cuidar da gente!” e também “A saúde ambiental na cidade, no campo e na floresta: construindo cidadania, qualidade de vida e territórios sustentáveis”.

A finalidade do encontro foi promover o desenvolvimento de políticas e ações públicas destinadas a incentivar o desenvolvimento sustentável que possibilite aumento nos processos de preservação do meio ambiente, da saúde pública, recursos hídricos e políticas de desenvolvimento urbano. Também abordou temas incentivaram a construção de territórios sustentáveis. O evento reuniu secretários de saúde, meio ambiente e vigilância sanitária de 22 municípios da região da Grande Florianópolis.

Esse tipo de atividade acontece em todos os estados no território nacional, em etapas regionais, estaduais e nacionais, tendo como objetivo definir diretrizes que serão integradas a política pública de cada município, no campo da saúde ambiental, além de promover e ampliar a consciência sanitária da população.
"Isso ajudará a identificar prioridades para a atuação do estado e município, no desenvolvimento de programas e ações para a construção de uma melhor política de saúde ambiental”, afirmou a Coordenadora Geral do CISA, Andréia Borges.
As etapas municipais estão atrasadas devido a fatores como a gripe A e as fortes chuvas, mas a previsão é que todos os estados terminem até o mês de dezembro onde ocorrerá a etapa nacional da 1ª Conferência Nacional de Saúde, (CNSA), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

“As diretrizes e ações programáticas aprovadas nos encontros regionais, deverão ser encaminhadas para a comissão organizadora nacional, a fim de criar uma política nacional de saúde ambiental e colocar em vigência nos estados e municípios”, conclui Andréia.

Palestras alertaram sobre os problemas do meio ambiente
Representantes da ANVISA e Ministério da Saúde estiveram presentes trazendo informações para os representantes municipais a fim de alertar e solucionar problemas do meio ambiente na região.Técnica Especializada do Ministério da Saúde, Dulce Fátima Cerutti, foi uma das palestrantes, que falou sobre os desastres de origem natural, comentando como as ações humanas atingem e influenciam o ambiente. Dulce também faz parte das equipes de Educação e Metodologia do Ministério da Saúde, além de estar envolvida na organização e acompanhamento dos eventos em todo o Brasil.

Segundo ela, os eventos têm a missão de fortalecer a saúde ambiental em nível nacional, trabalho que já está sendo executado pelo Ministério da Saúde há mais de 10 anos. “As questões de saúde ambiental começaram a tomar força no país a partir da Eco92, que aconteceu no Rio de Janeiro”, comenta “Mas todas as questões que estão associadas ao meio ambiente tinham só uma equipe para fiscalização, agora foi dividido entre os Ministérios para que possamos dar uma atenção maior a esses casos, e também para alguns que não eram tão assistidos como, desastres naturais, doenças adquiridas em áreas radioativas entre outros”, completa. Ainda nesta semana, a técnica do Ministério da Saúde estará no oeste catarinense dando treinamentos com foco na saúde ambiental, aplicando as características de cada região.

Brasil maior consumidor de agrotóxico em 2008
André Luiz de Oliveira, Chefe de Produtos da Anvisa, diz que segundo levantamentos feitos pelo órgão, o Brasil foi o maior consumidor de agrotóxicos em 2008, consumindo cerca de 673 mil toneladas, que contribuíram para a contaminação do solo, da água, do ar e dos aqüíferos.Oliveira abordou temas ligados diretamente ao uso e produção do fumo no estado, com o objetivo de sensibilizar os gestores e funcionários das vigilâncias ambientais, dos malefícios que o tabaco traz para o meio ambiente.

Segundo ele, o estado tem uma das maiores produções de fumo do país, e isso tem contribuído para que as causas de suicídios do estado sejam mais elevadas que a média nacional. “Tanto na produção, quanto no consumo, o fumo polui o ambiente. Estima-se que a cada 300 cigarros fumados, uma árvore é derrubada” afirma Oliveira.
Ele diz que uma gestante que fuma, gera uma criança com maior probabilidade de ter problemas respiratórios e câncer. “Santa Catarina é o estado com o maior número de mulheres fumantes do Brasil” diz Oliveira.

O estado possui uma média elevada de fumantes, o que prejudica também quem nunca fez uso. Segundo pesquisa da Anvisa, estima-se que um garçom numa jornada de 8 horas de trabalho, chegue a fumar passivamente quase 10 cigarros.
“Mesmo tendo uma das maiores cadeias produtivas e consumistas do país, Santa Catarina também é líder no combate ao uso e produção do fumo” disse, “Está indo para o caminho certo”, completou Oliveira.

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