Wednesday, 16 September 2009

Abandono

Um dos primeiros pontos marcados pela colonização portuguesa no estado, o bairro Enseada do Brito, abriga casas e construções em estilo açoriano, o que traz um grande charme e beleza a pequena vila, que ainda sedia a Marifesta em nível nacional, atraindo gente de todos os cantos do país.
Mas nem tão bela, está à praça que fica em frente à igreja do bairro. A igreja linda e reformada, envolta pelas altas palmeiras imperiais, plantadas no local na época da colonização, entra em contraste com um matagal, esburacado, cheio de mato e lama, bem á sua frente.

Há mais de 40 anos a prefeitura de Palhoça promete revitalizar a praça, - se é que se pode chamar de praça – que hoje abriga variadas espécies de mato não identificadas e alguns cachorros de rua.Um dos argumentos do Diretor de Gestão e Planejamento da prefeitura, Nielsen Ubiratan, é que o município não tem recursos suficientes para investir em tradição, que a prioridade é prezar pela infra-estrutura. Ele diz que é do interesse da prefeitura cuidar e revitalizar os patrimônios históricos da cidade, mas que o município é muito grande e existem dificuldades de cumprir com todo o planejamento. “A prefeitura teve uma mudança em alguns sistemas internos, e estamos apurando um novo cronograma para atender as maiores prioridades”, conclui Nielsen.

Daniel Silva Charles é artesão, mora há 16 anos na localidade, afirma que já foram enviados vários projetos para a revitalização do terreno, mas que o Instituto de Patrimônio Histórico e Arte Nacional (Iphan), sempre causa um impasse devido ao local ser um marco histórico.
O morador ainda afirma que a prefeitura apresentou projetos inviáveis, que descaracterizariam o local. Segundo Daniel, um projeto que traria pedras da Bahia, custando cerca de 6 milhões de reais, foi embargado. O último projeto estudado custaria em torno de R$196 mil, e traria uma concha acústica no local, mas ainda não saiu do papel.

Além de ser um ponto histórico, o local é usado para estacionar os veículos em dias de festa. A comunidade é distante do centro da cidade, e as alternativas de lazer são raras, “A revitalização daria ânimo a vila, o povo é mais triste por que não tem uma praça” finaliza o artesão.

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