Thursday, 24 September 2009

Poluição

Comunidade do Rio Grande sofre com poluição

Com o elevado crescimento da população os problemas no rio que corta a comunidade da Barra do Aririú e Rio Grande aumentam. Melhorias na região e na rede de esgoto carecem de urgência. A dona de casa, Tereza Farias Tavares, 49 anos, mora há 20 ao lado do rio. Durante o período que ela reside, não se recorda de quando foram recolhidas amostras da água ou feito alguma obra para melhoria.

Crianças brincam a beira do rio, e ele ainda é utilizado por pescadores que o usam como via para chegar no mar. O mau cheiro é muito forte, mas os moradores dizem já se acostumar. “No verão fica insuportável, além de atrair pernilongos, ratos e cobras, colocam a saúde da gente em risco”, afirma Tereza. A dona de casa diz que quando seus filhos eram pequenos, brincavam perto do rio e corriam riscos de adquirir algumas doenças, ou serem picados por animais. “Graças a Deus meus filhos nunca ficaram doentes, mas já teve casos de vizinhos ficarem muito mal”, completa.
Os moradores da localidade lamentam o desinteresse dos órgãos do município.

Há quatro anos ocorreu a última enchente na comunidade onde os moradores perderam quase todos seus móveis e pertences. A ponte que dá acesso ao centro da cidade chegou a quebrar deixando os moradores sem passagem. A professora Isabel Cristina dos Santos, de 33 anos, mora há nove na comunidade salienta que somente depois de acontecer o transbordamento do rio, uma máquina da prefeitura veio alargar as margens. “O pessoal também não respeita, vêm pessoas de outras localidades e despejam entulhos, jogam lixo e quem sofre é quem mora perto", completa a professora.

Moradores reivindicam melhorias
Entre as sugestões dos moradores para melhorar a infra-estrutura da localidade estão a de criar uma rede de esgoto, os dejetos correm a céu aberto. Outra obra que os moradores reivindicam, é que seja construída uma rede canalizadora que leve o rio até o mar, assim amenizaria o mau cheiro e evitaria que jogassem detritos.
“Nós pagamos o IPTU, pagamos impostos para o município e não merecemos se quer uma rede de esgoto?”, reclama a dona de casa Alessandra dos Santos, (35) que há doze anos espera a instalação de uma rede pluvial. Segundo ela caminhões limpa-fossa jogam dejetos no rio aumentando assim a proliferação de ratos e animais que vivem as margens do rio.

Prefeitura é responsável pela instalação da rede de esgoto
O secretário da Fundação do Meio Ambiente de Palhoça, João Júlio disse que essa é uma causa da Secretaria de Obras do município. “Os recursos a serem utilizados na construção de uma rede de esgoto devem vir do governo federal e da administração municipal”, disse. A Fundação do Meio Ambiente (Fatma), só tem o dever de fiscalizar quando as obras estiverem sendo feitas, para que não agridam o meio ambiente.

Já o Secretario de Obras, Aroldo Heiderscheidt, afirma saber das necessidades da comunidade e diz que vai estudar o caso para tomar a melhor medida. “Infelizmente a prefeitura disponibiliza máquinas apenas para a limpeza de valas. Para fazer alguma obra nos rios é preciso de liberação ambiental”, disse Heiderscheidt. Segundo ele, nunca foram feitas obras na comunidade. Essa afirmação deixa os moradores ainda mais desolados com a situação que vivem.

A Vigilância Sanitária do município que é responsável pelo controle de doenças também foi contactada, para dar explicações por que nunca houve uma fiscalização no local, mas não quiseram se pronunciar. A secretaria de obras afirmou não ter previsão de quando poderá solucionar o problema da população, que espera pacientemente há mais de 20 anos por melhorias.

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