Monday, 21 September 2009

Emergência

Santo Amaro ainda está em estado de emergência

O município de Santo Amaro da Imperatriz ainda se encontra em estado de emergência devido aos estragos causados pelas chuvas das últimas semanas. Além de pontos de alagamentos, ocorreram alguns deslizamentos de terra e várias comunidades foram afetadas. Plantações foram destruídas e ruas foram alagadas. A Defesa Civil e a Secretaria de Obras do município começaram as obras para controlar a situação ontem ainda.

A comunidade de Varginha, um dos pontos mais atingidos, ainda se depara com estragos e difícil acesso. Os moradores da localidade ficaram completamente isolados depois que a ponte de acesso único ao centro da cidade, acabou sendo submersa devido ao alto nível do rio. O bairro Sul do Rio, outro ponto atingido, teve a ponte que liga a cidade com a BR-282 afetada devido à forte correnteza das águas do rio Cubatão. A ponte chegou a ceder nas extremidades, “O acesso pode ser interditado a qualquer momento”, disse o diretor da Defesa Civil, Marcelo Santana. A secretaria de obras em conjunto com a Defesa Civil do município está fazendo um levantamento do que pode ser feito para regularizar a situação. Ainda na comunidade do Sul do Rio, o conhecido “Rio Aterrado”, transbordou, inundando a pista de acesso principal ao bairro.

Plantações em risco
A agricultora Maria Martins, 32 anos, que mora no bairro Sul do Rio, teve parte da sua plantação de vagem tombada pelo vento e inundada pela água. Ela e seu marido Clésio Medeiros, 38 anos, dependem da lavoura para a sobrevivência da família. Outras plantações próximas também sofrem com os danos. Uma máquina da prefeitura foi solicitada, a fim de abrir um canal para escoamento da água. Na manhã de terça feira, a secretaria de obras começou os reparos.

O Secretário de Agricultura do município, Odir Solano Foster, diz que as plantações correm o risco de apodrecer a raiz, devido aos excessos de água. “Grande parte dos moradores do município sobrevivem somente da agricultura, por isso vamos primeiramente dar uma atenção especial a essas pessoas”, concluiu Foster.

Moradores ilhados
O aposentado Turíbio Backes, 62 anos, ficou ilhado com a sua família, depois que o nível do “Rio Aterrado” subiu e ilhou sua casa. Ele diz que já teve vontade de vender tudo devido ao transtorno. “É só chover um pouquinho que já ficamos sem passagem”, comenta o morador.

Segundo Marcelo Santana, diretor da Defesa Civil de Santo Amaro, um dos principais problemas ali naquela região, é por que o esgoto das comunidades entra nos canais do rio entupindo a tubulação. Outro fator é a drenagem do rio que também tem que ser feita. Santana diz que a Casan, empresa responsável pelo saneamento, só colocou tubulação e rede de esgoto em 25% do município. “A prefeitura não tem verbas suficientes de acabar com o problema dos moradores, precisamos de mais recursos”, disse.

“Na época das chuvas alaga tudo e, no verão o cheiro é insuportável”, reclamou o comerciante Rogério Pedro Medeiros, 57 anos. O morador tem um bar à beira do rio, às marcas na parede revelam o nível que a água bateu no estabelecimento.
O Secretário de Obras do município, Joaquim Paulo da Cunha, diz que uma das opções para resolver o problema na localidade, era criar uma parceria entre a prefeitura, que se prontificaria em fornecer a mão de obra, e a Defesa Civil do Estado juntamente com o Governo Federal. “Sozinho não dá, precisamos da intervenção do Estado junto ao Governo Federal”, completa Cunha.

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